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Obras em piscinas da Água Mineral estão à espera de laudo técnico

2 de maio de 2026
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Com as temperaturas atingindo a marca dos 30°C no Distrito Federal, as piscinas da Água Mineral, tradicional refúgio dos brasilienses em dias quentes, permanecem fechadas. E não há qualquer previsão oficial de reabertura. Localizadas no Parque Nacional de Brasília, as piscinas Pedreira e Areal, que recebiam até três mil pessoas, estão interditadas há mais de dois meses.A interdição foi determinada em 24 de fevereiro pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pela administração do parque. A medida, segundo o instituto, foi preventiva e motivada pela necessidade de realizar uma vistoria detalhada nas estruturas após o período de chuvas intensas que atingiram o parque.
Segundo o órgão, a empresa contratada para realizar uma avaliação técnica completa está dentro do prazo de 90 dias para a entrega do laudo final. “Quando entregarem o laudo, poderemos abrir a licitação”, destacou o ICMBio.
O fechamento das piscinas reflete na queda do número de frequentadores. Em janeiro, foram 23.463 visitantes. Em fevereiro, caiu para 11.791. Já em março, depois da interdição, apenas 1.494 pessoas visitaram o parque. 
Problemas
Os primeiros levantamentos identificaram uma série de problemas que comprometem a segurança dos frequentadores, como infiltrações em pisos e paredes, falhas no sistema de vedação, erosão do solo, comprometimento na fixação das pedras e falhas no sistema de drenagem do local.

Além disso, foi constatado que parte do sistema de escoamento da piscina Areal cedeu, enquanto a da Pedreira também apresenta risco iminente de ruptura. “Tudo isso causou a impossibilidade de atender aos banhistas com segurança”, informou o instituto.
A partir desse documento, será possível elaborar um projeto de recuperação estrutural das piscinas. O instituto ressaltou que não se trata apenas de uma manutenção simples, mas de uma obra mais complexa. “A situação pede uma intervenção com resultados duradouros e não apenas manutenção, como vinha sendo feita desde sua construção”, comunicou.
Trilhas
Essa já é a interdição mais longa das piscinas desde o período de restrições impostas pela pandemia de covid-19. Apesar disso, o parque segue funcionando normalmente em outras áreas. Visitantes ainda podem aproveitar atrações como a Trilha da Capivara, que inclui a experiência de “banho de floresta”, a Ilha da Meditação, além das trilhas do sistema Cristal Água e o percurso do Arco Brasília, que conecta o parque à Floresta Nacional de Brasília. A administração ressalta que este pode ser um momento oportuno para explorar o parque além das piscinas.
Mesmo com essas alternativas, o impacto da interdição é sentido por quem frequenta o local, especialmente em dias de calor intenso. Não foi autorizada a entrada no parque à reportagem, que conversou com os banhistas do lado de fora. A estudante de medicina veterinária Jéssica Rocha, 20 anos, contou que foi ao local esperando se refrescar, mas teve os planos frustrados. “Eu ia aproveitar minha folga e dar uma nadadinha, porque está calor, mas descobri que as piscinas estavam interditadas. É muito frustrante”, relatou.

Jéssica também destacou a importância do espaço como opção de lazer acessível para a população. “Acredito que o divertimento e o lazer são uma parte muito importante da nossa cidade. Um espaço como esse não pode ficar tanto tempo interditado, ainda mais agora nesse período quente e de seca”, afirmou. Diante do fechamento, ela precisou mudar os planos. “Vou ver se acho outro lugar para ir, para dar uma refrescada porque em Brasília está muito quente”, acrescentou.
Turistas que visitam a capital também têm sido impactados. É o caso de Glades Jímenez, que veio de Montevidéu, no Uruguai, com o filho Júlio e a nora Mônica, e tinha expectativa de conhecer as piscinas. “Ouvimos falar muito bem do parque. Viemos conhecer, mas estávamos com a expectativa da piscina, mas não deu certo”, contou. Ainda assim, ela destacou aspectos positivos da visita. “Aproveitamos a natureza, ficamos com vontade de ver um macaquinho que não vimos, mas muito feliz, muito lindo”, disse.

Saiba Mais

Não há qualquer previsão oficial de reabertura. Localizadas no Parque Nacional de Brasília, as piscinas Pedreira e Areal, que recebiam até três mil pessoas, estão interditadas há mais de dois meses
Foto: ICMBio/Divulgação

Condições físicas da estrutura impedem funcionamento
Foto: ICMBio/Divulgação

ICMBio aguarda laudo técnico para iniciar obras
Foto: ICMBio/Divulgação

Jéssica Rocha iria aproveitar uma folga para nadar, mas não pôde
Foto: Davi Cruz/CB/D.A Press

Há risco de ruptura na piscina Pedreira, segundo laudo técnico
Foto: ICMBio/Divulgação

Piscinas seguem fechadas
Foto: ICMBio/Divulgação

Piscinas são as principais atrações do parque
Foto: ICMBio/Divulgação

Família de Montevidéu, no Uruguai, visita o Parque Nacional de Brasília, sem as piscinas
Foto: Davi Cruz/ CB D.A Press

DCDavi Cruz* EstagiárioEntusiasta do mundo do entretenimento: música, filmes e séries. Escreve para Diversão e Arte e Divirta-se Mais

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