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Etapa do Circuito Mundial em Brasília revela técnicos brasileiros pelo mundo

2 de maio de 2026
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A areia de Brasília voltou ao circuito global e com histórias que cruzam fronteiras. Nesta semana, a capital recebe a etapa do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, no Estacionamento 12 do Parque da Cidade, com programação até amanhã e entrada gratuita. Em meio a atletas de diversas nacionalidades, um detalhe chama atenção: a presença de treinadores brasileiros à frente de duplas estrangeiras, reflexo direto da influência nacional na modalidade.

O cenário internacional montado em solo candango reúne nomes experientes também à beira da quadra. Ao longo da semana de competições, dois técnicos brasileiros conduziram duplas femininas, evidenciando trajetórias construídas fora do país e marcadas por adaptação, conhecimento e protagonismo no exterior.
Natural de Brasília, Ricardo Brunale, conhecido como “Vento”, representa bem esse caminho. Aos 53 anos, o treinador esteve à frente da dupla alemã formada por Melanie Paul e Lea Kunst, atualmente na 22ª posição do ranking mundial. Apesar da derrota para as italianas Gottardi e Orso Toth por 2 sets a 1, na quinta-feira (30/4), o candango carrega uma trajetória consolidada na Europa e relembra o início da caminhada internacional.
“Fui para a Europa sete anos depois de ter virado treinador. Comandei equipes na Noruega, onde jogamos e ficamos em décimo primeiro nas Olímpiadas de Beijing-2008, e na Alemanha, que chegamos até a liderança do ranking mundial no feminino.” A experiência acumulada ao longo dos anos levou o técnico de volta ao Brasil, agora com nova perspectiva profissional e pessoal, mesmo em participação pontual na competição.
Após longa passagem pelo exterior, Vento retornou a Brasília e assumiu a função de forma circunstancial na etapa, substituindo o treinador principal da equipe alemã. O reencontro com a cidade onde iniciou a trajetória no esporte reforça o vínculo com a capital. “Depois de uma longa passagem na Europa, resolvi regressar ao Brasil para trabalhar com toda essa bagagem que tive no exterior”, afirmou o treinador, ao comentar o momento atual da carreira.

Outro exemplo dessa exportação de conhecimento brasileiro aparece na trajetória de Tiê Santana. O técnico carioca deixou o país em 2007 após dificuldades para se firmar como atleta e encontrou no exterior o espaço para desenvolver a carreira. Com passagens pela Noruega, Grécia e, posteriormente, Áustria, o treinador construiu um percurso sólido até se estabelecer no cenário europeu.
Atualmente, Tiê comanda a dupla austríaca formada pelas irmãs Dorina e Ronja Klinger, que ocupam a 16ª posição do ranking mundial. Na etapa de Brasília, as atletas também acabaram superadas em três sets pelas americanas Kraft e Chang, em duelo equilibrado. Mesmo com o resultado adverso, o treinador destacou as motivações que o levaram a buscar oportunidades fora do país.
“Eu tinha uma perspectiva de melhora de vida e acreditava que teria mais oportunidades. Mesmo com toda a riqueza esportiva que nosso país possui, acreditei que seria melhor para mim trilhar outros caminhos.” A vivência internacional também trouxe percepções distintas sobre o esporte, especialmente no aspecto mental e estrutural das equipes europeias.
“Para nós, o esporte é, muitas vezes, apenas uma ascensão pessoal. Já para eles, é como se fosse realmente uma profissão, então mentalmente falando, os europeus lidam melhor do que a gente em relação a isso. Os níveis de disciplina são completamente diferentes.” A análise reforça as diferenças culturais e ajuda a explicar o sucesso de técnicos brasileiros fora do país.

Casos como os de Vento e Tiê não são isolados. O vôlei de praia brasileiro se consolidou ao longo dos anos como um dos principais exportadores de conhecimento técnico no cenário mundial, com profissionais atuando em seleções e equipes de diferentes países. Nomes como Rico Freitas, Guilherme “Fiapo”, Paulão e Lissandro Carvalho ampliam essa presença internacional, evidenciando um movimento inverso ao observado em outras modalidades.
Enquanto o futebol brasileiro vive um processo recente de importação de treinadores estrangeiros, o vôlei de praia segue caminho oposto. O Brasil exporta profissionais, métodos e formação, consolidando uma identidade reconhecida globalmente. Em Brasília, sede da etapa mundial, essa realidade ganha forma dentro e fora das quadras, conectando a capital ao mapa do esporte internacional.
*Estagiário sob a supervisão de Danilo Queiroz

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Rafael Lins* Estudante do UniCEUB, é estagiário da editoria de Esportes do Correio Braziliense.

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