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Relator diz que exigir certidão criminal para casamento pode reduzir violência contra mulher; ouça a entrevista

27 de fevereiro de 2026
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27/02/2026 – 13:18  

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Capitão Alberto Neto recomendou a aprovação da proposta

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, o Projeto de Lei 1973/23, que determina a apresentação de certidão de antecedentes criminais e certidão judicial cível e criminal para habilitação ao casamento (PL 1973/23).
O texto altera o Código Civil, que já exige dos noivos vários documentos.
Em entrevista à Rádio Câmara, o relator da proposta, deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), defendeu a exigência das novas certidões. Para ele, a medida amplia a transparência entre os noivos e pode proteger mulheres, ao permitir que se saiba de eventual histórico de violência.
“A mulher vai decidir se vai querer casar ou não, sabendo daquela informação [histórico de violência]. Não vai impedir, mas vai ser obrigatório ele apresentar esses documentos,” explicou o deputado.
ComparaçãoCapitão Alberto Neto comparou a exigência das certidões criminal e judicial cível e criminal ao que ocorre em concursos públicos e em algumas contratações de emprego, em que se pedem os documentos.
Documentos exigidos hojeAtualmente, o Código Civil exige para habilitação ao casamento os seguintes documentos:
• Certidão de nascimento;• Autorização por escrito dos eventuais responsáveis legais;• Declaração de duas testemunhas maiores, que atestem conhecê-los e não existir impedimentos legais à cerimônia;• Declaração do estado civil, do domicílio e da residência dos noivos e de seus pais, se forem conhecidos;• Certidão de óbito de cônjuge falecido, de sentença declaratória de nulidade ou de anulação de casamento anterior ou do registro da sentença de divórcio.
Próximos passosAgora o projeto, de autoria da deputada Dayany Bittencourt (União-CE), deve seguir para análise do Senado.
Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Da Rádio CâmaraEdição – Natalia Doederlein

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