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Projeto autoriza porte de arma para fiscais do Procon em todo o país

30 de março de 2026
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30/03/2026 – 18:30  

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Delegado Caveira, autor da proposta

O Projeto de Lei 6243/25 altera o Estatuto do Desarmamento para autorizar o porte e a posse de arma de fogo aos servidores efetivos dos órgãos de proteção e defesa do consumidor (Procon).
Atualmente, a legislação não reconhece os fiscais do Procon como categoria de risco ou segurança pública. Portanto, hoje eles não têm direito ao porte funcional e, para ter uma arma em casa (posse), precisam seguir as regras aplicadas ao cidadão comum, sem prerrogativas especiais. O projeto visa mudar esse cenário, garantindo o direito em lei federal.
O autor do projeto, deputado Delegado Caveira (PL-PA), argumenta que os fiscais realizam diligências em ambientes hostis e enfrentam situações de risco, muitas vezes atuando contra empresas ilegais ou grupos organizados, sem meios de defesa.
“A legislação brasileira não contempla hoje tais servidores como categoria apta a portar arma de fogo, criando lacuna normativa que compromete a segurança desses profissionais. A iniciativa busca proteger os servidores em atividade de risco e fortalecer as ações de fiscalização”, afirma o autor.
Posse e porteA proposta libera tanto o porte (andar armado) quanto a posse (ter a arma em casa ou no trabalho).
porte: permitido aos servidores devidamente habilitados quando estiverem no exercício das atividades de fiscalização, inspeção e apuração de infrações.
posse: autorizada para armas funcionais ou particulares, desde que observados os requisitos legais.
RequisitosA autorização para o porte não será automática. Para ter direito, o servidor deverá cumprir exigências cumulativas:
ser servidor público efetivo (concursado);
comprovar aptidão psicológica e técnica, conforme normas da Polícia Federal;
ter concluído cursos de formação e passar por reciclagens periódicas; e
não responder a processo criminal ou administrativo por infração grave.
Próximos passosA proposta será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado e depois ser sancionada pelo presidente da República.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Emanuelle BrasilEdição – Ana Chalub

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