Professores da Universidade de Brasília (UnB) irão paralisar suas atividades nesta quinta-feira (30) em protesto contra a decisão do governo federal de absorver a Unidade de Referência de Preços (URP) nos percentuais de reajuste da categoria. A mobilização acontece junto a um ato público em frente ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), na Esplanada dos Ministérios, às 10h.
A paralisação foi aprovada em assembleia da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) realizada na última quinta-feira (23). A entidade também disponibilizará transporte para os docentes interessados em participar da manifestação, com saída prevista às 9h, da sede do sindicato, localizado no campus Darcy Ribeiro no Plano Piloto.
A URP é um mecanismo de recomposição salarial criado no contexto da inflação dos anos 1980. A unidade é um índice que foi incorporado aos salários dos servidores da UnB como uma parcela fixa, garantindo a manutenção do poder de compra ao longo do tempo. Desde 1987, esse valor passou a integrar os contracheques dos docentes, sendo reconhecido como parte legítima da remuneração.
Em março de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu o direito ao pagamento da URP para os docentes da UnB, consolidando uma conquista obtida após mais de três décadas de disputas judiciais e mobilização da categoria.
Apesar da decisão judicial, o MGI determinou, em 2 de abril deste ano, a absorção de 60% dos acréscimos remuneratórios permanentes dos professores. A medida, segundo o governo, busca reduzir gradualmente o impacto financeiro da URP na folha de pagamento. De acordo com a categoria a decisão afeta diretamente os reajustes conquistados na greve de 2024, além de impactar sobre progressões e promoções futuras na carreira docente.
A ADUnB contesta a medida e defende que não haja qualquer tipo de absorção até o trânsito em julgado da ação no STF. A entidade também reivindica a ampliação do direito à URP para docentes que ingressaram após novembro de 2023, o fim de descontos aplicados a aposentados e a exclusão da incidência da absorção sobre avanços na carreira.
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