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Trinta anos sem Mamonas Assassinas: por que a Brasília amarela virou símbolo do grupo

3 de março de 2026
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Foi inaugurado nesta segunda-feira (2) o memorial em homenagem aos Mamonas Assassinas, no cemitério em que os cinco músicos estiveram sepultados, em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, no dia exato em que se completaram 30 anosdo acidente aéreo que vitimou a banda. Itens encontrados nos caixões após exumação, como o casaco de Dinho e a pelúcia de Bento Hinoto, também foram expostos no espaço. Mamonas Assassinas: antiga namorada de Dinho conta em documentário que era para estar no avião que caiu há quase 30 anos’Foi difícil cair a ficha’: ‘Pitchula’ dos Mamonas Assassinas assume cabelo grisalho e revela paixão interrompida por tragédia Outro item da memorabilia dos Mamonas, a célebre Brasília amarela também teve destaque na cerimônia. Mas por que o carro da Volkswagen virou símbolo do grupo paulista? O veículo é citado na letra de um dos maiores hits lançados pela banda, “Pelados em Santos”. Na música, de modo irreverente, o grupo narra a história da “Pitchula”, que ignora as tentativas românticas de seu admirador. Entre as investidas, ela se nega a entrar na “Brasília amarela com roda gaúcha” (nome dado ao icônico modelo de roda de liga leve, popular nos anos 1970 e 1980 em projetos de customização automotiva). A Brasília amarela, no memorial dedicado aos Mamonas Assassinas, em Guarulhos — Foto: Edilson Dantas Em um dos poucos clipes gravados pelo grupo, uma Brasília Amarela foi a estrela do vídeo de “Pelados em Santos” em 1995, em um cenário de deserto propositalmente artificial montado em estúdio, com influências cartunescas. [embedded content] O veículo pertencia ao ex-sogro do vocalista Dinho, e sua influência chegou até a identidade visual da banda, com a logomarca criada a partir do símbolo da Volkswagen ao contrário, formando as iniciais da banda. Após o acidente que vitimou o grupo, o carro foi sorteado no programa “Domingo Legal”, de Gugu Liberato, no SBT. O ganhador, morador do Rio, acabou tendo a Brasília recolhida por irregularidades na documentação, permanecendo por anos parada no pátio da Detran-RJ. Em 2015, a família de Dinho conseguiu recuperar o veículo e o reformou. Como é o memorial dedicado aos Mamonas Assassinas Os corpos dos integrantes da banda, exumados e cremados na semana passada, darão origem a cinco árvores no Jardim BioParque Memorial, que fica dentro do próprio cemitério. A iniciativa promoveu a inserção das cinzas de cada integrante em um vaso biodegradável de sementes de jacarandá. Mamonas Assassinas As famílias dos músicos fizeram uma cerimonia de plantio das sementes nas urnas biodegradáveis nesta tarde. As mudas ficarão de 12 a 24 meses em um centro de incubação, até serem plantadas definitivamente no memorial. Elas serão acompanhadas por uma equipe especializada desde a germinação até o plantio. Memorial dos Mamonas Assassinas, em Guarulhos — Foto: Edilson Dantas / O Globo A cerimônia, realizada nesta segunda-feira (2), foi fechada aos familiares dos músicos, mas o memorial será aberto à visitação. Ele se encontra logo atrás do túmulo dos Mamonas, com o símbolo da banda e a Brasília Amarela original, usada em clipes e gravações. Participaram da cerimônia Claudia, cunhada do Bento; Grace, Jorge e Alecsandra, que são irmã, primo e sobrinha de Dinho; Ana Paula, irmã Júlio; e integrantes da família Reoli, de Samuel e Sergio. — A gente espera que todo mundo aproveite esse espaço e esse processo junto com a família — disse Jorge Santana, primo de Dinho. Memorial dos Mamonas Assassinas, em Guarulhos — Foto: Edilson Dantas / O Globo Cada jacarandá, representando cada um dos integrantes, terá futuramente um totem com QR Code para se acessar fotos, vídeos e relatos sobre a banda. A proposta é preservar a memória dos artistas e transformar o local em um ponto de encontro para fãs e visitantes. — Eu nasci três meses depois que meu tio faleceu, então tudo que eu conheço dele é através dos meus familiares e dos fãs, pelas histórias dos fãs — disse Alecsandra Alves, sobrinha do Dinho, após a cerimônia. Itens encontrados nos caixões após exumação, como o casaco de Dinho e a pelúcia de Bento Hinoto, também estão expostos no espaço. Memorial dos Mamonas Assassinas, em Guarulhos — Foto: Edilson Dantas / O Globo Relembre o acidente Na noite do dia 2 de março de 1996, o avião em que os Mamonas viajavam colidiu com a Serra da Cantareira, ao norte da cidade de São Paulo, após ter arremetido em uma tentativa de pouso no Aeroporto de Guarulhos. A banda acabava de sair de um show em Brasília. A aeronave iniciou o procedimento para a tentativa de pouso, mas a distância de aproximação era inadequada. Assim, o piloto executou uma arremetida, ou seja, desistiu da aterrissagem e voltou a acelerar para ganhar altura novamente. Nesse ponto, aconteceu o erro decisivo: o procedimento exigia uma curva à direita, mas a tripulação realizou curva à esquerda e o jato colidiu contra a Serra da Cantareira. Estavam a bordo o vocalista Dinho (Alecsander Alves), Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, além de integrantes da equipe e da tripulação. Todos morreram. O grupo lançou apenas um álbum, em junho de 1995, que alcançou enorme popularidade, vendendo milhões de cópias e conquistando principalmente o público jovem. O show em Brasília, no Estádio Mané Garrincha, foi o último de uma turnê nacional e reuniu cerca de 4 mil pessoas. A maioria da população soube da tragédia ao acordar no domingo, pelos jornais e programas na televisão. As imagens dos destroços foram exibidas repetidamente nos telejornais, em repercussão nacional, o que causou um questionamento sobre os limites éticos da televisão. O velório ocorreu no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, em Guarulhos. Cerca de 30 mil pessoas passaram pelo local e mais de cem mil acompanharam o cortejo até o cemitério.

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