A chopeira com serpentina de bronze e 90 metros de comprimento, original dos anos 1950 e maior relíquia do bar Velho Adônis de Benfica, na Zona Norte do Rio, “se mudou” para Brasília. O atrativo chegou à capital federal para a abertura da primeira filial longe da cidade do boteco que é um patrimônio cultural carioca setentão. O Novo Adônis, bar português made in Rio, será inaugurado por lá no fim deste mês, como antecipou a coluna de Ancelmo Gois, e a clientela do centro do poder político do país poderá degustar os petiscos e pratos portugas mais pedidos. Os famosos bacalhau a lagareiro e polvo com bacon, por exemplo, estão listados no menu, mais enxuto no DF do que o original. Já o espaço da filial brasiliense será mais amplo do que o da matriz: serão 160 lugares, com capacidade de abrigar eventos de grande porte. O Adônis, no entanto, não é o primeiro bar carioca a se tornar tipo exportação. A expansão desses símbolos da cidade tem vindo em ondas. O Bar do Zeca, existente há oito anos no Rio, chegou em 2023 a São Paulo. A capital paulista também é o endereço, desde 2022, do Braca Bar, inspirado no Bracarense, do Leblon. Hoje, são duas unidades: uma no Santana e outra no Itaim Bibi — bairro que também abriga a versão paulistana do carioquíssimo Boteco Belmonte, do “colecionador de bares e restaurantes” Antônio Rodrigues, hoje à frente de 26 estabelecimentos, grande parte no Rio e cinco em Portugal. A poucos metros da Faria Lima, a filial vê repetir o furdúncio que já virou marca do Belmonte na Dias Ferreira, no Leblon, na Praia do Flamengo ou na Lapa. Mas Rodrigues aponta diferenças entre as duas cidades.
