A chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Mulher de Alagoas, Lara Omena (foto em destaque), denunciou ter sido vítima de perseguição e assédio dentro de um hotel em Brasília durante uma viagem oficial. O caso ocorreu na última quinta-feira (19/3) e foi relatado pela própria servidora em vídeo publicado nas redes sociais. A coluna apurou que o hotel é o Grand Mercure Brasília, no Eixo Monumental.Segundo Lara, a situação começou após o café da manhã do hotel, quando um homem passou a observá-la de forma insistente. Pouco depois, ele entrou no elevador com ela e a secretária da pasta, Marília Albuquerque, e seguiu as duas até o andar em que estavam hospedadas.
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Ao chegar ao quarto, a situação saiu do controle. De acordo com o relato, o homem abordou Lara na porta, pediu seu número de telefone e insistiu em “conhecê-la melhor”. Mesmo após a negativa, ele permaneceu no local e passou a impedir o fechamento da porta.
“A única coisa que eu conseguia fazer era pedir para ele sair”, disse.
Segundo a servidora, o suspeito chegou a forçar a entrada no quarto, pressionando a porta com o corpo. A situação só foi contida após a intervenção da secretária Marília Albuquerque, que ameaçou chamar a polícia.
Momento de pânico
Lara relatou que ficou em estado de choque diante da abordagem. “Eu tremia. Não consegui reagir como imaginava que reagiria. Só conseguia implorar para ele sair”, afirmou.
Ela também contou que o homem disse estar hospedado no mesmo andar e tentou minimizar a situação, mas deixou claro que poderia gerar conflito caso fosse confrontado.
Denúncia e investigação
Após o episódio, a ocorrência foi comunicada à administração do hotel, que identificou o suspeito por meio das câmeras de segurança. O nome não foi divulgado.
De volta a Maceió, Lara registrou boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher. A Polícia Civil de Alagoas já está em contato com a Polícia Civil do Distrito Federal para dar continuidade às investigações.
Em nota, a Secretaria de Estado da Mulher de Alagoas classificou o episódio como “covarde” e repudiou a conduta do suspeito.
A pasta destacou que qualquer forma de violência ou assédio contra mulheres é inaceitável e afirmou confiar na atuação das autoridades para a responsabilização do autor.
