247 – O ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso voltou ao centro de denúncias graves após relatos de uma jovem que afirma ter sido vítima de agressões físicas e psicológicas. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles, que teve acesso ao depoimento prestado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Segundo a publicação, os episódios teriam ocorrido ao longo de 2025 e culminado em uma sequência de acusações que ampliaram a repercussão do caso.Um dos relatos descreve um episódio ocorrido em 1º de setembro do ano passado, nas águas do Lago Paranoá. De acordo com o depoimento, a jovem estava sobre uma lancha admirando a paisagem quando foi surpreendida por um empurrão pelas costas. Ela afirma que o autor foi Turra. A queda teria provocado ingestão de grande quantidade de água, causando desespero imediato.Sem escada disponível na embarcação para retornar com segurança, a jovem pediu ajuda ao ex-piloto, mas, segundo relatou à polícia, ele apenas ria e se recusava a prestar socorro. Diante da situação, precisou nadar até o deck de um clube próximo para sair da água. Ao subir, sofreu arranhões nas pernas. Conforme o depoimento, não houve pedido de desculpas após o ocorrido.A vítima declarou ainda que comportamentos humilhantes eram recorrentes. Segundo ela, as chamadas “brincadeiras” teriam se tornado progressivamente mais agressivas e perigosas.Em outro trecho do depoimento, a jovem afirma ter sido submetida a descargas elétricas durante cerca de 10 minutos dentro de um carro estacionado no Park Way, entre julho e agosto de 2025. Conforme relatado, os choques teriam sido aplicados nos seios, na barriga e nas pernas, mesmo após pedidos para que parassem.Outro episódio citado teria ocorrido em 7 de junho de 2025, durante uma confraternização no Jockey Club de Brasília. A adolescente relatou ter sido forçada a ingerir vodca. Encurralada em um canto do evento, a jovem afirma que ouviu a ordem: “Abre a porra da boca”, antes de ter a bebida introduzida à força. Após o episódio, ela declarou ter sido deixada sozinha no local.As denúncias ganharam ainda mais visibilidade após a morte do adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos. Ele foi agredido na noite de 22 de janeiro, em frente a um condomínio em Vicente Pires (DF), após uma discussão na saída de uma festa. Imagens registraram o momento em que o jovem é atingido por um soco e bate a cabeça na lataria de um carro.Rodrigo foi internado no Hospital Brasília, onde permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele morreu na manhã de 7 de fevereiro, após duas semanas de internação.Pedro Turra está preso preventivamente. A medida foi decretada e mantida pela 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. O Ministério Público denunciou o ex-piloto por homicídio doloso qualificado por motivo fútil. Caso seja condenado, a pena pode chegar a 30 anos de prisão.Em nota, a defesa afirmou que respeita as decisões judiciais, mas discorda “de forma técnica e fundamentada” do entendimento adotado. Os advogados informaram que continuarão buscando medidas nos tribunais superiores.Enquanto o processo segue em tramitação, os relatos ampliam o debate sobre violência entre jovens no Distrito Federal, responsabilização criminal e os limites entre condutas abusivas e crimes previstos na legislação penal brasileira
