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Governo

Pacotão promete ‘desordem organizada’ e sátira política em Brasília

17 de fevereiro de 2026
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1 de 3 Foliões durante desfile do Bloco do Pacotão, em Brasília, em 2016. — Foto: Lucas Nanini/G1 Foliões durante desfile do Bloco do Pacotão, em Brasília, em 2016. — Foto: Lucas Nanini/G1 O tradicional bloco brasiliense Pacotão prepara mais uma edição marcada por crítica política, irreverência e marchinhas afiadas no carnaval. Segundo o presidente do grupo, Charles Preto, a expectativa é manter a essência que consagrou o bloco na década de 1970: unir humor e política sem pedir licença. “O público pode esperar ‘desordem organizada’, gargalhada subversiva e crítica em estado líquido. É carnaval, não coletiva de imprensa”, afirmou. Ao ser questionado se o desfile será mais político ou mais bem-humorado, Charles diz que a pergunta não faz sentido no Pacotão. “Aqui o humor é político e a política vira piada. Quem tenta separar as duas coisas normalmente está tentando esconder alguma coisa”, afirma. Em 2026, o bloco desfila a partir das 12h da terça (17), com concentração na 302/303 Norte. Preparativos e desafios Entre os principais desafios para a realização do desfile estão as exigências burocráticas, por conta das licenças e organizações necessárias para que o bloco seja seguro e divertido. Sobre os temas que inspiram o bloco, Charles afirmou que o cenário político nacional segue sendo uma fonte constante. “O Brasil não para de produzir conteúdo. A gente só organiza em forma de marchinha”, destaca. 2 de 3 Bloco de carnaval Pacotão, de Brasília, desfila pela W3 na década de 1980 — Foto: Elza Fiuza/Arquivo pessoal Bloco de carnaval Pacotão, de Brasília, desfila pela W3 na década de 1980 — Foto: Elza Fiuza/Arquivo pessoal O desfile tradicionalmente ocupa o centro de Brasília. Para o grupo, a escolha é simbólica pois “o centro é onde o poder posa de sério”. “O Pacotão vai lá para lembrar que a cidade não é só dos gabinetes. A rua também fala, também decide e, no nosso caso, também debocha. A gente observa, cobra, ironiza e desfila. Quando ajuda, a gente reconhece. Quando atrapalha, a gente transforma em marchinha. Quando promete demais vira fantasia coletiva”, reafirma Charles. 3 de 3 Bloco de carnaval de rua Pacotão, em Brasília, na década de 1980 — Foto: Elza Fiuza/Arquivo pessoal Bloco de carnaval de rua Pacotão, em Brasília, na década de 1980 — Foto: Elza Fiuza/Arquivo pessoal Criado em 1978, por um grupo de jornalistas e em plena ditadura militar, o Pacotão nasceu com a proposta de criticar o poder por meio da sátira. A origem do nome “pacotão” faz referência ao conjunto de medidas adotados por Ernesto Geisel em 1977, conhecido como “Pacote de Abril”. No dia 13 de abril daquele ano, o militar aprovou leis que, entre outras coisas, criavam os “senadores biônicos” (indicados pelo presidente), mantinham eleições indiretas, fechavam temporariamente o Congresso Nacional e estendiam o mandato presidencial para 6 anos. O tal pacote não foi para frente e, entre os jornalistas de Brasília, virou motivo de chacota. Da brincadeira, surgiu a ideia de criar um bloco de carnaval para satirizar as medidas do regime. Para o presidente, o que mantém o bloco vivo após quase cinco décadas é a combinação de teimosia e renovação. “Se um dia parar de criticar, fecha a bateria e vira bloco de condomínio. Enquanto existir autoridade achando que não pode virar fantasia, o Pacotão segue desfilando”, afirmou. Quem é Charles Preto? O personagem fictício criado para representar o Pacotão faz referência ao diretor do Departamento de Turismo (Detur) da época, Carlos Black. Na primeira edição do bloco, em 1978, Carlos Black teria dito aos organizadores que não permitiria a passagem do Pacotão pela W3 Sul – o que os foliões fizeram à revelia e, ainda, na contramão. Charles Preto era considerado “presidente vitalício e ditador perpétuo” do Pacotão e representava a autonomia do bloco, que nunca aceitou patrocínios de governo e até mesmo condecorações. Apesar de “dar entrevistas”, ele não existe. LEIA TAMBÉM: Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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