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Oscar Schmidt gostava tanto da Volkswagen Brasília que teve duas unidades

17 de abril de 2026
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O ex-jogador Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial, que morreu nesta sexta-feira (18), em Santana de Parnaíba-SP, aproveitou os momentos de folga do início de sua vitoriosa carreira no esporte a bordo de uma Volkswagen Brasília que ganhou de presente de aniversário após completar 18 anos.“Cheguei a São Paulo em 1974, para jogar no time de basquete do Palmeiras. Na época, morava com mais oito jogadores em uma república de atletas no bairro da Pompéia. Após duas temporadas defendendo a equipe, completei 18 anos. Fui tirar a carteira de motorista, mas não tinha dinheiro para bancar um automóvel”, relembrou em entrevista concedida à revista Veja São Paulo, em dezembro de 2011.
Oscar contou que “era meio queridinho do patrocinador do time, o doutor João Marino. Eu atuava bem, era dedicado e ele sempre me apoiou e investiu na minha carreira. Alguns meses depois do aniversário, para minha surpresa, meu técnico na época, o Cláudio Mortari, me levou a uma concessionária para escolher uma ‘caranga’. Isso representou um prêmio do Marino pelo meu desempenho em quadra”.
Schmidt recordou que escolheu uma Brasília zero quilômetro na cor vinho e passou a dar carona para os colegas do time. “Depois desse dia, virou uma festa. Eu era o único motorizado da turma”.  “Mas quem aproveitou foi a minha mulher, Cristina. A gente namorava havia um ano e achávamos o máximo passear no veículo. Quase todo fim de semana íamos à Praça do Pôr do Sol, no Alto de Pinheiros. Quando o tempo estava bom, o destino era o Guarujá”, cidade da Baixada Santista.
Antes de se tornar o maior jogador de basquete brasileiro da história, Oscar enfrentou alguns percalços para manter o carro. O ex-jogador lembrou que “naquela época, ganhava pouco, só o suficiente para me manter. Apesar do sufoco, dava para investir em algum equipamento para o automóvel. Eu tinha um [rádio] toca-fitas comprado na Galeria Pagé, no centro [de São Paulo] e rodas ‘gaúchas’, que eram moda na época”.
• Arquivo pessoal“De vez em quando, precisava deixá-la na garagem porque não dava para colocar gasolina do tanque”, acrescentou ao relembrar do período de atleta iniciante com orçamento apertado.
A Brasília vinho foi substituída dois anos depois por outra na cor bege. “Me envolvi num acidente de trânsito por bobagem, coisa de iniciante. Em vez de brecar, acelerei e acertei outro motorista em um cruzamento perto da Avenida Pompéia. Imagine a tristeza. Mandei consertar a lataria e acabei vendendo para uma concessionária. A essa altura, já ganhava um pouco melhor e pude comprar o segundo carro. Gostava tanto da primeira, que optei por outra Brasília” disse o “Mão Santa”.
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