Polícia CivilCaso bomba em Brasília: STF mantém prisão de Alan Diego
Polícia CivilCaso bomba em Brasília: STF mantém prisão de Alan Diego
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão preventiva do morador de Comodoro (à 638 km de Cuiabá), Alan Diego dos Santos Rodrigues, investigado por participação na tentativa de atentado com explosivo nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, em dezembro de 2022. A medida foi tomada no âmbito de ação que apura crimes contra o Estado Democrático de Direito. Alan está preso desde junho de 2025, após a Procuradoria Geral da República denunciar ele e outros dois investigados por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado de Direito e golpe de Estado. A prisão preventiva foi decretada pelo próprio Moraes e mantida após análise periódica exigida pela legislação. Na decisão, o ministro apontou que permanecem válidos os fundamentos que justificam a custódia. Segundo ele, há indícios consistentes de que Alan participou diretamente da instalação de um artefato explosivo em um caminhão-tanque estacionado próximo ao aeroporto, na véspera do Natal de 2022. De acordo com a investigação, o suspeito teria colocado o explosivo no eixo do veículo e, em seguida, realizado ligações telefônicas. Para o STF, a conduta evidencia risco à ordem pública e possibilidade de reiteração criminosa. O ministro também destacou que houve tentativa de fuga após os fatos e que o processo já está em fase de instrução, após o recebimento da denúncia pela Primeira Turma do STF. Nesse contexto, avaliou que não houve fato novo capaz de justificar a revogação da prisão. Antes de chegar ao Supremo, Alan já havia sido condenado pela Justiça do Distrito Federal, em maio de 2023, a cinco anos e quatro meses de prisão pelos crimes de explosão e incêndio. O caso foi posteriormente encaminhado ao STF diante da possível conexão com atos contra o Estado Democrático de Direito. As investigações indicam que o artefato teria sido obtido em um acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, onde havia manifestações com pedidos de intervenção militar. O próprio investigado confessou ter recebido o material nesse local.Siga o Instagram do VGN (CLIQUE AQUI).
Participe do Canal do vgn.oficial e fique bem informado: (CLIQUE AQUI).
