O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (29) a campanha ‘Vacinar é muito Brasil’, direcionada a brasileiros que pretendem viajar para a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México. O evento ocorreu na Fundação Gol de Letra, no Rio de Janeiro, com a presença do ministro Alexandre Padilha e do ex-jogador Raí, um dos fundadores da instituição.
Os três países-sede concentram 67% dos casos de sarampo registrados nas Américas nos últimos anos. Até 11 de abril de 2026, foram confirmadas cerca de 17 mil infecções no continente, com mais de 10 mil no México, 1.792 nos Estados Unidos e 907 no Canadá. No ano passado, o Brasil registrou 38 casos importados, e este ano já foram confirmados três: uma bebê de São Paulo contaminada na Bolívia, um homem da Guatemala que apresentou sintomas em São Paulo, e uma jovem do Rio de Janeiro que trabalha em hotel com turistas internacionais.
O Brasil reconquistou o status de país livre da doença em 2024, após perdê-lo em 2019 devido a surtos iniciados por casos importados e queda nas coberturas vacinais. Apesar disso, o ministro Padilha destacou a necessidade de vigilância, especialmente entre viajantes e profissionais que lidam com turistas, como trabalhadores de hotéis, restaurantes e transporte.
A vacinação é realizada com a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e está disponível gratuitamente pelo SUS para pessoas de 1 a 59 anos. Para viajantes, recomenda-se aplicar a dose pelo menos 15 dias antes do embarque. As orientações incluem: dose zero para bebês de 6 a 11 meses; duas doses com intervalo de um mês para indivíduos de 12 meses a 29 anos; uma dose para adultos de 30 a 59 anos; e possibilidade para idosos saudáveis que viajam para áreas de risco.
Padilha enfatizou a segurança da vacina produzida pela Fiocruz e a importância de combater o negacionismo. ‘O sarampo é o vírus que mais transmite entre os seres humanos. A vacina é para todos os brasileiros’, afirmou. A campanha será veiculada em mídias digitais, em parceria com Embratur, Associação Brasileira de Empresas Aéreas (ABEAR), Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, visando conscientizar sobre a responsabilidade coletiva na imunização. As informações foram retiradas da Agência Brasil.
