Instituto Consenso
Com a presença de autoridades dos três Poderes da República, foi inaugurada nesta quarta-feira (18/3), em Brasília, a sede do Instituto Consenso. Composto pelas principais entidades representantes da saúde suplementar no país, o instituto foi inaugurado para ser um espaço de articulação técnica e política sobre o atendimento aos 53 milhões de brasileiros que usam o sistema privado.
O Instituto Consenso é formado pela Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), além da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Serviços de Saúde.
Pablo Meneses, vice-presidente da Rede D’Or e dirigente do Instituto Consenso
O evento teve a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), do decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e do ex-presidente do STF Luís Roberto Barroso; além de ministros do Superior Tribunal de Justiça, como Luis Felipe Salomão, João Otavio Noronha, Ricardo Cueva, Moura Ribeiro, Teodoro Santos e Sebastião Reis.
Também compareceram o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle, o presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), Gustavo Ribeiro; e o presidente da Rede D’Or, Pablo Meneses, que também é dirigente do Instituto Consenso.
Para Meneses, o local será um ponto de convergência que concentrará esforços para a produção de conhecimento técnico, dados em saúde, formulação de políticas públicas e a criação de espaços de debate com a participação de diversos atores do ecossistema da saúde.
“O nosso partido é a saúde. É a saúde de cada brasileiro. Mas precisamos unir todos os atores envolvidos. Esse instituto, o Instituto Consenso, não é o instituto de um dono, de uma dona, nós vamos estar juntos. Porque juntos que vamos transformar o nosso país e a vida das pessoas”, afirmou.
Futuro do setor
O Instituto Consenso nasce em um momento de necessidade de discutir a sustentabilidade da saúde suplementar. O segmento movimenta um orçamento anual de R$ 293 bilhões, cifra superior ao orçamento do SUS, mas vive o desafio de conter a explosão da judicialização.
Em 2025, o número de novas ações judiciais sobre o direito à saúde atingiu a marca histórica de 320 mil processos, um salto de mais de 128% em apenas cinco anos.
O presidente do Conselho do Instituto e da CNSaúde, Breno Monteiro, destaca que esse é um setor que reúne 897 mil empresas, das quais mais de dois terços são de pequeno porte, o que exige uma ampla articulação política e institucional.
“Essas empresas precisam ter um olhar exatamente dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, para resolver as dificuldades também dos pequenos, que geram inúmeros empregos e precisam ter um olhar diferenciado. Então, esse Instituto, que vem com a palavra consenso — que não é a ausência de divergência, mas a capacidade de criar objetivos comuns. Isso que é importante, e vamos fazer com a ajuda de todos”, ressaltou.
Para a presidente da FenaSaúde, Raquel Reis, o atendimento de saúde para o país deve ser único, pois os sistemas público e privado são complementares. “Saúde é uma só. Quanto maior for esse setor, mais robusta for a saúde suplementar, mais forte fica também o Sistema Único de Saúde para aqueles que precisam dele em toda a sua extensão.”, destacou.
União e representatividade
O presidente da Abramge, Gustavo Ribeiro, lembrou que a iniciativa que criou o Instituto foi construída ao longo de muitos anos, com muita dedicação e muitos envolvidos.
“Acho que o setor merece esse espaço cheio de carinho e profissionalismo. Depositamos no Instituto Consenso toda a nossa esperança de construção de um setor mais forte, mais unido, mais coeso, a bem dos nossos usuários e usuárias”, informou.
A médica Ludhmila Hajjar, professora de cardiologia na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), destacou que o consenso buscado no instituto é o cuidar melhor do brasileiro e da brasileira, fazer um diagnóstico precoce, dar acesso à saúde e inovação tecnológica.
“Nós defendemos um único sistema de saúde, o sistema de saúde brasileiro, e que é formado pelo maior sistema universal do mundo, que é o SUS, que atende todos os mais de 200 milhões de brasileiros e brasileiras, e que, pelo sistema de saúde suplementar, atende mais de 50 milhões de pessoas. O que nós buscamos hoje é integrar esse sistema com toda a força que essa união pode trazer para o nosso país”, ressaltou.
A Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Serviços de Saúde, lançada em 2023 e presidida pelo deputado federal Pedro Westphalen (PP-RS), atua no Congresso Nacional para fortalecer o SUS, a atenção médico-hospitalar e melhorar a qualidade da saúde no Brasil.
Segundo o parlamentar, o espaço tem em seu nome o consenso pela unidade de ações em prol da população. “O nome consenso não é porque aqui vão ser discussões consensuais, não. Vão ser divergentes. Mas esse grupo de pessoas terá dados para informar os parlamentares e entes federativos para auxiliar na condução de propostas legislativas e normas que vão auxiliar todas e todos”, destacou.
Apoio de autoridades públicas
O presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Hugo Motta, afirmou que o Instituto chega em boa hora, com líderes e pessoas capacitadas para o diálogo e o fortalecimento do setor em todo o país.
“A saúde suplementar do país incide diretamente na qualidade da saúde pública como um todo, porque grande parte da demanda de saúde hoje é absorvida por esse serviço. E ter o diálogo com o setor estratégico do país é garantir, primeiro, a boa qualidade do serviço. Segundo, é o papel do Parlamento e do Poder Executivo dialogar com setores que são importantes principalmente na prestação de serviços e também na geração de emprego e renda, que é o que esse setor representa”, afirmou.
O ministro da Saúde substituto, Adriano Massuda, também destacou que a união dos representantes para a afirmação do nome do Instituto é construída por outros “consensos”, que abrangem vários tipos de fortalecimento e desenvolvimento do SUS.
“Temos diversos mecanismos que fazem uma integração concreta [junto a operadoras privadas de saúde], ou seja, do consenso a gente passa para a ação; ação por meio de políticas públicas que integrem o que a gente tem de melhor nesses dois setores, que precisam trabalhar juntos sempre”, afirmou.
A diretora de Fiscalização da ANS, Eliane Medeiros, que representou a Presidência da agência, ressaltou a importância de reforçar o ecossistema da saúde, destacando que a regulação está de portas abertas para cooperar e aprimorar as questões de assistência à saúde suplementar.
O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, frisou a grandeza do Instituto e a capacidade de atuação que já demonstra, afirmando que a agência também está pronta para dialogar de forma construtiva no fortalecimento da saúde da população brasileira.
Já a conselheira do CNJ e supervisora do Fonajus, Daiane Nogueira Lira, reforçou que se deve pensar em um sistema universal de saúde, com a saúde pública e a suplementar como modelos integrais e otimizados para a prestação de assistência à população.
Sobre o Instituto Consenso
O Instituto Consenso – Convergência em Saúde é uma associação civil, nacional e sem fins lucrativos, formada por entidades de classe que representam o setor de saúde suplementar. Atua como polo de articulação técnica entre os Três Poderes da República, promovendo a produção de conhecimento, a disseminação de boas práticas em saúde e o diálogo qualificado entre os diversos agentes do sistema.
O compromisso principal é contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas e regulatórias que promovam o equilíbrio entre a oferta de serviços de qualidade e a ampliação do acesso à saúde para toda a população. Com informações do Instituto Consenso
Veja a seguir imagens do evento de lançamento:
ConJurJoão Otavio Noronha, Luís Roberto Barroso, Rita Nolasco e Guiomar FeitosaConJurRodrigo e Luís Felipe Salomão Filho com o presidente da Câmara, Hugo MottaConJurGilmar MendesConJurO salão do Instituto Consenso ficou lotado durante o eventoConJurPablo Meneses, da Rede D’Or, fala para a plateia do eventoConJurLuís Roberto Barroso e Rita NolascoConJurBasília Rodrigues, Daiane Nogueira Lira e Ludhmila HajjarConJurHélio Braga, Romualdo Almeida, Kelly Magalhães, Fábio Miranda, Millena Oliveira e Pedro Pimentel, da Rede D’OrConJurAugusto ArasConJurGustavo Ribeiro, presidente da AbramgeConJurGilmara Espino, Larissa e Guiomar Feitosa e Ludhmila HajjarConJurCarlos Von Adamek, Anna Maria e Sebastião Reis Jr.
