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Frente Parlamentar em Defesa da Reestatização da Petrobrás é lançada em Brasília (DF) nesta quarta-feira (15).
Objetivo é promover debate sobre reestatização de empresas vendidas do Sistema Petrobrás, como BR Distribuidora, Liquigás e refinarias.
FUP participa da construção da Frente com apoio técnico do Ineep e Dieese; plenária nacional occurredu em 24 de março.
Discussões incluem impactos das privatizações sobre preços de combustíveis, abastecimento nacional e soberania energética.
Nesta quarta-feira (15) acontece o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Reestatização da Petrobrás, em Brasília (DF), com o objetivo de promover o debate público e institucional sobre a reestatização de empresas do Sistema Petrobrás que foram vendidas, como a BR Distribuidora, Liquigás e refinarias. A Frente também visa a promoção de discussões sobre os impactos dessas privatizações sobre os preços dos combustíveis, o abastecimento nacional e a soberania energética.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) participa da construção da estratégia da Frente Parlamentar, com apoio técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/subseção FUP).
“Estamos apoiando a criação dessa Frente Parlamentar com deputados federais, senadores e a participação dos movimentos sociais impactados. A ideia é retomarmos, além das refinarias privatizadas, o controle público sobre a distribuição de combustíveis, biocombustíveis e GLP. Defendemos uma Petrobrás ‘do poço ao posto’, como já foi um dia”, lembra Bárbara Bezerra, diretora da FUP.
Cibele Vieira, coordenadora-geral da Federação, destaca que “além de reestatizar os ativos estratégicos da empresa, é fundamental aprofundar as investigações sobre possíveis práticas anticoncorrenciais, como formação de cartéis e retenção de margens ao longo da cadeia de distribuição”.
No dia 24 de março, houve uma plenária nacional, que reuniu políticos, representantes sindicais e da sociedade civil, para discutir os efeitos da política de desinvestimentos da Petrobrás, apontando a redução na capacidade de refino e venda de ativos estratégicos como os principais fatores responsáveis pelo aumento de preços e maior vulnerabilidade do país às oscilações internacionais. De acordo com levantamento feito pelo Dieese, 68 ativos da empresa foram vendidos durante o governo anterior. O estudo também revela queda na produção de refinarias privatizadas e aumento significativo nos preços dos combustíveis em unidades sob controle privado.
A Frente Parlamentar pretende atuar na formulação de propostas legislativas, no acompanhamento do mercado de combustíveis e na defesa do papel estratégico do Estado na cadeia de petróleo, gás e energia.
