Durante o ato “Acorda, Brasil”, realizado na manhã deste domingo 1º, em Brasília, o senador Rogério Marinho fez críticas contundentes ao cenário político e institucional do país. Em discurso, afirmou que “em nome da democracia, estupraram a democracia”, ao se referir ao que considera ataques à liberdade de expressão e aos direitos individuais.Segundo o parlamentar, houve desrespeito à Constituição e restrições a garantias fundamentais com o objetivo de impedir a permanência do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro na vida pública. Marinho declarou que Bolsonaro foi processado, preso e censurado, mas sustentou que seus adversários não contavam com a reação popular.Rogério Marinho discursa no ato “Acorda, Brasil”, em Brasília, e faz críticas ao STF e à condução institucional do país Foto: Reprodução“Ninguém aprisiona um sentimento”, afirmou o senador, ao dizer que o apoio ao ex-presidente permanece ativo. Ele acrescentou que, mesmo em situação de isolamento, Bolsonaro “inspira, lidera e dá esperança” de que o país poderá “virar a página” do que classificou como um período negativo da história nacional.O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro está preso desde novembro de 2025 no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, cumprindo uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão após ser condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por seu papel em uma trama golpista que tentou impedir a transição democrática após as eleições de 2022O senador também direcionou críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que há decisões que extrapolam a lei. Segundo ele, não haverá recuo por parte dos apoiadores. “Eles não vão nos calar, não vão nos vencer”, declarou.Ao divulgar a íntegra do discurso nas redes sociais, Marinho reiterou que o sentimento despertado por Bolsonaro “segue vivo” e mencionou o nome do senador Flávio Bolsonaro como referência para 2026.O ato reuniu apoiadores do ex-presidente na capital federal e teve como principal bandeira a defesa da liberdade de expressão e da Constituição.
