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Empresários de Brasília atuaram como intermediários em compra bilionária de ações do BRB pelo Master e Reag; entenda

21 de fevereiro de 2026
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O aumento de capital realizado pelo Banco de Brasília (BRB) em julho de 2024, voltado ao fortalecimento patrimonial da instituição, contou com a participação formal de empresários do Distrito Federal na estruturação da entrada de novos investidores.

À época, o banco promoveu uma oferta para ampliação de capital, permitindo que acionistas exercessem seus direitos de subscrição — mecanismo pelo qual têm preferência na aquisição de novas ações emitidas.

Segundo esclarecimentos prestados por um dos participantes da operação, a instituição buscou titulares desses direitos para viabilizar a entrada de fundos interessados que ainda não integravam o quadro societário do banco. Entre os investidores finais estavam veículos ligados ao Banco Master e à Reag Investimentos.

De acordo com a explicação apresentada, a atuação dos empresários ocorreu exclusivamente na cessão formal de direitos de subscrição, prática prevista e usual no mercado financeiro. O procedimento teria sido conduzido pelo custodiante da operação, o Bradesco, com anuência do próprio BRB.

Operação aprovada pelo Banco Central

O aumento de capital foi submetido aos trâmites regulatórios e recebeu aprovação do Banco Central, conforme informado pelos envolvidos.

Ainda segundo os esclarecimentos, os recursos utilizados foram destinados integralmente à subscrição das ações, que posteriormente foram repassadas aos investidores finais. O empresário afirma que não teve acesso direto aos valores financeiros, que teriam sido operacionalizados pelo próprio banco, e que não houve qualquer ganho financeiro, benefício ou vantagem pessoal decorrente da participação.

Contexto da operação

Na ocasião da capitalização, não havia, segundo os participantes, tratativas públicas sobre aquisição de carteiras ou eventual operação societária envolvendo o Banco Master e o BRB. Também não havia, segundo afirmam, questionamentos públicos relacionados ao fundo Verbier — veículo citado como parte da estrutura de investimento.

A participação foi descrita como estritamente formal, transparente e realizada de boa-fé, com o objetivo de viabilizar tecnicamente a entrada dos novos investidores dentro das regras do mercado.

Debate público

A operação passou a ser objeto de questionamentos após reportagens apontarem a utilização de intermediários na estruturação da entrada dos fundos no banco. Especialistas do mercado observam que a cessão de direitos de subscrição é instrumento legalmente previsto e amplamente utilizado em operações de aumento de capital.

Até o momento, não há decisão pública de órgão regulador que indique irregularidade na operação.

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