Em uma das trocas de mensagem entre o banqueiro Daniel Vorcaro e sua namorada, Martha Graeff, o dono do Banco Master diz à companheira estar “sofrendo uma extorsão”, em abril de 2024. Ele não cita quem estaria praticando a extorsão. O diálogo do dia 9 de abril de 2024 aparece em mensagens reunidas em documentos que estão sendo analisados pela CPMI do INSS no Senado. Nos documentos, o nome de Daniel Vorcaro aparece com a abreviação DV. Veja o diálogo abaixo: – DV : Hoje foi um dia péssimo pra mim – Martha Graeff: Por que??? O que aconteceu? – DV: Nada demais – DV: Sofrendo uma extorsão bem chata – DV: But its ok – Martha Graeff: Mas de quem? – DV: Difícil me abalar e jogar pra baixo – Martha Graeff: Tô triste com isso. Espero que se resolva logo 🙏 – DV: Fica não amor – DV: Tá tudo bem Veja os vídeos que estão em alta no g1 svg {
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Daniel Vorcaro e a namorada Martha Graeff em viagem aos Alpes franceses — Foto: Instagram Martha Graeff / reprodução Daniel Vorcaro e a namorada Martha Graeff em viagem aos Alpes franceses — Foto: Instagram Martha Graeff / reprodução Daniel Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Mourão Moraes, apelidado de “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva foram presos na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal. A prisão ocorreu por volta das 6h, quando Vorcaro foi levado para a Superintendência da PF em SP. Nesta terceira fase, a Operação investiga crimes de lavagem de dinheiro, fraude processual e obstrução de justiça. Na decisão do ministro do STF, André Mendonça, afirma que Daniel Vorcaro chefiava uma espécie de milícia privada que monitorava autoridades e perseguia jornalistas. Essa foi a primeira decisão de Mendonça como relator do caso na Corte, após assumir a função em fevereiro devido à saída de Dias Toffoli da relatoria. O nome da operação é uma referência à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. Esta etapa da Operação foi deflagrada a partir das mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido em novembro de 2025. As mensagens mostram que o grupo também teria se infiltrado no Banco Central. Os investigadores afirmam que dois servidores de alto escalão, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, recebiam propina para dar informações privilegiadas a Daniel Vorcaro.
