Atendendo a um pedido da Polícia Federal, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou nesta quinta, 5, a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para um presídio de segurança máxima em Brasília.
O dono do Banco Master já passou por três estabelecimentos prisionais desde que foi detido na quarta, 4. Primeiro, ele foi levado para a Superintendência da PF em São Paulo, depois para o Centro de Detenção Provisória II, em Guarulhos, e enfim, para a Penitenciária de Potim, no interior paulista. Ao pedir a nova transferência, a PF argumentou que a manutenção de Vorcaro em um presídio estadual era um risco para a investigação, dada a capacidade de influência dele, e que ele estaria mais protegido em um estabelecimento federal. Preso na mesma operação, um aliado do banqueiro tentou suicídio na carceragem da PF em Minas Gerais na quarta-feira.
As penitenciárias federais são reservadas para presos de alta periculosidade, como lideranças do crime organizado, por exemplo. A estrutura é reforçada para evitar tentativas de invasão e fuga, com raios-X, detectores de metal e câmeras que registram toda a rotina do local.
Ao chegar ao estabelecimento, Vorcaro ficará isolado por até 20 dias, no chamado período de triagem. Ele passará por uma série de exames, inclusive psicológicos, que avaliarão o risco de suicídio, entre outros fatores. Durante esse período, ele ficará numa cela de 9 metros quadrados e não poderá receber visitas de familiares.
Depois, ele será levado para outra cela, também individual, de 6 metros quadrados. De acordo com informações da Secretaria Nacional de Políticas Penais, há 208 celas nesse presídio, cada uma com cama, sanitário, pia, chuveiro, mesa e assento. Os detentos têm direito a seis refeições e duas horas de banho de sol diárias.
Ilustração mostra a estrutura das celas em penitenciárias federais (Reprodução/Senappen/.)
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