Brasília completa 66 anos nesta terça-feira, 21 de abril, em um cenário incomum: sem a tradicional megafesta financiada pelo Governo do Distrito Federal. A ausência das celebrações marca um novo momento que rompe com o padrão dos últimos anos e demonstra a escolha política da governadora Celina Leão (PP), que priorizou o ajuste fiscal em detrimento dos eventos comemorativos.A decisão foi anunciada ainda na posse da governadora, no fim de março, e formalizada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal. No despacho, Celina rejeitou um pedido de crédito suplementar apresentado pela Secretaria de Turismo, que buscava viabilizar as festividades com custo estimado em até R$ 25 milhões.
Segundo o documento, a pasta não apresentou fonte de financiamento adequada, o que violaria a Lei 4.320 de 1964, responsável por regular a execução orçamentária. Além disso, o texto destaca a necessidade de “observância rigorosa dos princípios da responsabilidade na gestão fiscal”. Os recursos que poderiam ser destinados à festa foram redirecionados para a área da saúde, com início do processo de contratação temporária de 130 médicos especialistas em Medicina de Família e Comunidade.
Sem os grandes palcos, a programação de aniversário foi reduzida a eventos de menor custo, como a tradicional missa na Catedral Metropolitana e a Maratona de Brasília.
O contraste com os anos anteriores é evidente. Em 2025, o GDF promoveu três dias de celebrações gratuitas, com investimento de cerca de R$ 15 milhões, viabilizado por patrocínio do Banco de Brasília. A Esplanada dos Ministérios recebeu estrutura de grande porte, com shows de artistas nacionais como Wesley Safadão, Léo Santana, Alceu Valença, Elba Ramalho e Zé Neto & Cristiano, além de espaços de lazer e entretenimento.
Nos anos anteriores, o aniversário da capital também foi marcado por grandes eventos. Em 2024, a programação se dividiu entre o Taguaparque e a Torre de TV, com shows e atividades culturais. Em 2023, a retomada pós-pandemia trouxe atrações como Maiara & Maraisa, Fundo de Quintal e Joelma, além de apresentações da Esquadrilha da Fumaça e da Orquestra Sinfônica.
Já em 2022, as celebrações presenciais voltaram de forma mais modesta, com investimento de cerca de R$ 700 mil. Nos anos de 2020 e 2021, durante a pandemia, as comemorações ocorreram exclusivamente no ambiente virtual.
