Representantes de movimentos sociais e ativistas realizaram, na noite da última sexta-feira (10), um ato de solidariedade ao povo iraniano na embaixada do país em Brasília, em meio à escalada das agressões dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. A mobilização reuniu participantes que denunciaram os impactos humanitários da ofensiva norte-americana e manifestaram apoio à soberania iraniana.
Durante o evento, os discursos foram marcados por críticas às ações militares na região e pela associação dos ataques a interesses geopolíticos internacionais. Participantes também destacaram o número de vítimas civis, especialmente crianças, em diferentes cenários de guerra no Oriente Médio, e expressaram luto e solidariedade às populações afetadas.
O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, afirmou que o ato simboliza a aproximação entre os povos brasileiro e iraniano e ressaltou a importância da solidariedade internacional em contextos de conflito. Ele também mencionou o posicionamento do governo brasileiro em condenação às agressões, segundo sua avaliação.
O ato ocorreu em meio ao agravamento da crise humanitária na região. “As ações de Trump e Netanyahu representam esse crescimento da extrema direita, que representa essa fase do capitalismo terrível que vivemos e é esse capitalismo e o imperialismo que temos que combater, porque enquanto os seres humanos forem explorados, teremos nações como os Estados Unidos que farão isso que que tem feito ao longo da história”, ressaltou Camila Tenório, uma das organizadoras do ato, que iniciou com uma vigília em frente à Embaixada do Irã.
Embaixador do Irã no Brasil afirmou que a solidariedade entre povos marca relação com Brasil. | Crédito: Brunna Ramos/Brasil de Fato DFO vice-presidente do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal), Sayid Tenório, criticou as ações militares contra o Irã e falou sobre o exemplo do povo iraniano para outros povos que resistem “ao poder do império, do sionismo, dos colonizadores, de todos aqueles que tentam impor formas de opressão aos povos”.
Um dos pontos centrais do evento foi o impacto humanitário da guerra, especialmente a quantidade de crianças que estão sendo mortas pelos ataques terroristas de Israel e Estados Unidos. “Nós sofremos com o coração partido pelas crianças vítimas no Irã, na Palestina, no Líbano e por todas as crianças vítimas dos crimes do imperialismo e do sionismo em todo mundo”, destacou o vice-presidente do Ibraspal.
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