Acompanhe a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, com transmissão exclusiva da TVT News.
Marcha da Classe Trabalhadora entrega carta a Lula
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Como foi a marcha da classe trabalhadora na manhã de 15 de abril
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ACOMPANHE FALAS DURANTE A PLENÁRIA
“Eu acredito que quando a gente tem toda a jornada aqui, fortalece aquele lado que o presidente Lula respresenta”, disse a deputada Maria do Rosário
Em entrevista ao repórter Ricardo Weber, da TVT News, a deputada comentou sobre a importância da marcha dos trabalhadores e defendeu o direito da vida além do trabalho.
“Nós temos hoje uma disputa entre o capital e o trabalho, o capital especulativo, o capital que não produz nada. Então a gente luta pelo direito ao trabalho, mas pelo direito à vida além do trabalho. Essa marcha nos traz também, como mulheres, a luta por igualdade e direitos.”, disse a deputada.
“É inadmissível que ainda temos no nosso país pessoas que trabalham 6 dias pela semana e folgam 1”, disse a deputada federal Ana Paula Lima
Em fala durante a Marcha, Ana Paula Lima defendeu o direito dos trabalhadores, mas sobretudo das mulheres. Ela relembrou que enquanto o trabalhador homem folga apenas 1 dia, a mulher nem isso, já que tem que cuidar da casa e dos filhos.
“E as mulheres, que não folgam nenhum dia, pois têm que cuidar da casa e dos filhos. O mês de maio é representativo para a gente; é no mês de maio que garantimos as lutas dos trabalhadores.”, disse a deputada.
“Uma escala que acaba com as mulheres, que chegam em casa e tem um dia na semana para descansar, fazer compras, arrumar a casa…”, disse a presidenta dos bancários
Neiva Ribeiro, a presidenta dos bancários explicou a TVT as razões que reuniram congressistas de todo o Brasil na marcha. “Aqui a classe trabalhadora juntou uma série de pautas para que congresso nacional debata. Porque tem uma serie de coisas que estão sendo discutidas no congresso que não tem nada a ver com a nossa vida….”, disse Neiva. A presidenta explicou que, como o congresso é formado majoritariamente por homens da classe alta, do agronegócio, as discussões muitas vezes também são distantes da realidade que o povo vive.
Além disso, Nieva destacou a importência na luta por direitos da mulheres, ressaltando a importância de leis mais rígidas para feminicídas e misóginos, além de punir plataforma que monetizam conteúdo de ódio contra mulheres. Ao fim de sua fala, a presidenta também lembrou a pauta dos aplicatiovos:
“Tem a pauta dos [entregadores/motoristas de] aplicativos, que nao têm direito nenhum e a gente quer que eles tenham direitos”, concluiu.
Vice presidente da Cut, defende que a pauta da redução da 6×1 só avança se o povo cobrar o congresso
Para Jurandia, cabe a população cobrar o congresso agora que o governo do presidente Lula mandou o projeto da redução da jornada. “Então essa marcha é importante para isso. Ano passado a gente fez a marcha e conseguiu aprovar o projeto para isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais; foi super importante fazer a mobilização. A gente tem gente de todo o país.”, completou.
“A marcha é importante porque ela é emblemática, mostra a unidade dos trabalhadores”, disse Ricardo Patah, presidente da UGT a TVT
“Pressionar o Congresso Nacional para que ele deixe de ser inimigo do povo e se torne amigo do povo”, disse Dayvid Bacelar
Para Dayvid, o congresso deve beneficiar o povo e não estar contra ele e destacou a importância da pressão que trabalhadores fazem na marcha.
“Nós queremos para agora! Nós queremos o fim da 6 por 1 para agora”, disse Boulos em discurso
O ministro Guilherme Boulos defendeu a urgência da tramitação do projeto de lei que põe fim à jornada 6×1, classificando a iniciativa como uma medida essencial para a dignidade da classe trabalhadora.
Durante seu discurso, Boulos destacou que a proposta “prevê a adaptação de 90 dias, que é o justo”, rejeitando sugestões de transição prolongada, como a que defende 5 anos de adaptação. “O trabalhador tem urgência”.
Boulos também enfatizou que a mudança terá um impacto profundo na vida das mulheres, que hoje enfrentam uma dupla jornada exaustiva, e concluiu que o objetivo central da mobilização é garantir que o descanso se torne, de fato, um direito real, pois “dois dias de descanso é tempo para a família, é tempo de lazer”.
“Vamos ver que deputado e que senador vão querer votar contra a classe operária e trabalhadora”, disse Antonio Neto presidente da CSB
“Hoje é um dia histórico”, disse Paulo Pimenta
Paulo Pimenta, cotado para líder do governo na Câmara, conversou com nosso repórter sobre o avenço na pauta pelo fim da escala 6×1. “O prazo que vamos ter agora são 90 dias, 45 dias na Câmara, 45 dias no Senado até que essa matéria seja aprovada. Fui designado pelo presidente Lula para cuidar dessa pauta como uma pauta prioritária”.
Transmissão pela TVT
Além de estar presente durante a Marcha da Classe Trabalhadora de 2026, a TVT irá transmitir na íntegra todo o evento. Assista no nosso canal do Youtube e sintonize no canal 44.1 (sinal digital) no ABC Paulista e Grande São Paulo e no canal 555 pela parabólica digital. Veja outras formas de acompanhar a TVT, a TV dos Trabalhadores.
O que é a Marcha da Classe Trabalhadora
A Marcha da Classe Trabalhadora ocorre em 15 de abril de 2026, em Brasília, com concentração às 8h no Teatro Nacional/Museu Nacional. Organizado por centrais sindicais (CUT, entre outras), o ato foca na entrega da pauta 2026-2030, fim da escala 6×1 e valorização do trabalho, com marcha à Esplanada às 10h30.
Qual o caminho da Marcha da Classe Trabalhadora
Com organização da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, a Marcha da Classe Trabalhadora 2026 pretende reunir caravanas de todo o país na capital federal.
A concentração está marcada para as 8h no estacionamento do Teatro Nacional, seguida de uma plenária às 9h e, por volta das 10h30, acontece o início da marcha rumo à Esplanada dos Ministérios. A mobilização integra o calendário de lutas que se estende até o Dia do Trabalhador, em 1º de maio.
Documento será entregue aos Três Poderes
Durante a mobilização, lideranças sindicais devem entregar um documento com 68 reivindicações atualizadas aos chefes dos Três Poderes, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado Davi Alcolumbre e o presidente da Câmara Hugo Motta.
A pauta é uma atualização das propostas debatidas na Conferência da Classe Trabalhadora (CONCLAT). Segundo dirigentes, cerca de 70% dos itens apresentados em 2022 já foram implementados ou estão em tramitação, como a política de valorização do salário mínimo e a lei de igualdade salarial entre homens e mulheres.
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O fim da escala 6×1 é uma das pautas prioritárias da Marcha, que será precedida pela CONCLAT, que atualiza a Pauta da Classe Trabalhadora para o período 2026/2030.
Centrais sindicais, movimentos populares e integrantes do Governo Lula têm intensificado as articulações para que o presidente da Câmara, Hugo Motta, apresse a votação pelo fim da escala 6×1. Foto: Marcos Oliveira/Agência SenadoMobilização busca impacto político
Para o presidente da CUT, Sergio Nobre, a marcha tem como objetivo ampliar a pressão sobre o Congresso Nacional e dar visibilidade às demandas da classe trabalhadora. “Vamos ocupar as ruas de Brasília na marcha da classe trabalhadora. É muito importante que a militância de todo o país se mobilize para participar dessa manifestação, que será decisiva para dar visibilidade à nossa pauta e pressionar deputados e senadores pela aprovação dos nossos projetos prioritários”, afirma.
A expectativa das organizações é que o ato vá além do simbolismo e contribua para influenciar decisões políticas em temas como geração de empregos, regulação do mercado de trabalho e garantia de direitos sociais.
