Em meio ao impasse sobre o restabelecimento da linha sucessória do governo do Rio, o procurador da Assembleia Legislativa (Alerj), Pedro Ricardo Ferreira Queiroz, viajou a Brasília na quarta-feira com o objetivo de buscar uma interlocução direta com o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado é relator da ação movida pelo PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes, que trata do tema. Ao assumir a presidência da Alerj, na última sexta-feira, o deputado estadual Douglas Ruas (PL) — provável adversário de Paes na disputa pelo Executivo fluminense em outubro — afirmou que tentaria o caminho do “diálogo” para destravar a sucessão. Após a condenação do ex-governador Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma liminar do próprio Zanin determinou que o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), permanecesse no comando do Palácio Guanabara interinamente. Com a situação de dupla vacância, uma vez que o vice de Castro, Thiago Pampolha, deixou o cargo para se tornar conselheiro do Tribunal de Contas estadual (TCE), o próximo na linha seria o presidente da Alerj. A Casa, no entanto, também vinha sendo comandada por um interino, Guilherme Delaroli (PL), desde a prisão do antecessor de Ruas, Rodrigo Bacellar (PL) — situação que impedia a assunção ao governo estadual. O entendimento da Assembleia, após a realização da nova eleição, é que já não haveria razões jurídicas para que o atual presidente não assuma o Palácio Guanabara. Ao interromper o julgamento que definirá o futuro do governo do Rio, no entanto, o Supremo entendeu que a liminar de Zanin continuará válida até a conclusão da apreciação do caso pela Corte — ou seja, Couto segue no comando até segunda ordem.
