Na Libra, o discurso passa por aí. Que é a CBF que precisa representar os direitos dos clubes, não outros investidores. Desde a gestão de Ednaldo Rodrigues, falava-se que o ambiente de criação de uma Liga se daria com a harmonia entre os clubes e posterior entrada da CBF no circuito. Antes do Mundial de Clubes no ano passado, um Memorando de Entendimento com a então Liga Forte União e a Libra quase foi assinado, mas precisava do “ok” da CBF. Os clubes da Libra já entendiam que a entidade deveria ter um papel a cumprir além das questões de arbitragem e fair play. Por ceder seu campeonato, também seria remunerada, como um “player” organizacional, de alinhamento entre os dois blocos. A entrada tardia se deu por supostamente querer mediar uma Liga, não uma briga econômica. Com as arestas financeiras aparadas dentro dos blocos nas últimas semanas, a entidade se anuncia como solução.
