Após a vitória contra o Sorocaba por 3 sets a 0, fora de casa, o Brasília Vôlei entra em quadra para um importante compromisso pelo sonho de avançar aos playoffs. Nesta quinta-feira, às 18h30, a equipe candanga faz o confronto direto com o Mackenzie, oitavo colocado posição com 23 pontos, sete a mais que o time de Spencer Lee, nono colocado. O Sportv2 e a VBTV anuncia a transmissão.
Em quadra, o técnico mineiro pode contar com a importante liderança de Nayara Félix. Em julho de 2023, ela foi um dos primeiros nomes anunciados para a reformulação do Brasília Vôlei. A ponteira evoluiu e conquistou cada vez mais espaço e a confiança do grupo.
Aos 34 anos, a paulista é uma das remanescentes e lidera o Brasília Vôlei. Os anos de união entre Félix e o Brasília construíram para uma linda relação. Assim como nos votos de casamento, estavam juntos na alegria e na tristeza.
Durante quase dois meses, a ponteira foi obrigada a ficar afastada das quadras por conta de uma lesão no menisco medial e foi submetida a uma artroscopia no joelho. A intervenção aconteceu na pré-temporada, por volta de outubro de 2025, e Nayara não pôde estrear.
“A gente sabe que o vôlei não é um esporte de contato, mas é um esporte muito agressivo para as articulações. Foi uma semana muito puxada de treino, e lembro que, na sexta-feira, a gente teve um treino muito bom, mas muito intenso”, recorda.
“Eu lembro que eu estava me sentindo muito cansada, minha perna muito cansada, meu joelho cansado. Dormindo a noite do sábado, e do domingo para segunda-feira, eu acho que de fato meu corpo descansou, relaxou e eu fui virar na cama para fazer um movimento para arrumar a coberta e acabei sentindo um estalo muito forte. Em seguida, uma dor que eu nunca tinha sentido. Aquilo me preocupou, mas eu só fui levantar umas seis horas da manhã, já não conseguia dormir. Quando eu acordei, senti o meu joelho bem dolorido e com pouco movimento por conta do inchaço. A partir daí, eu fui fazer um exame e deu uma lesão no menisco”, testemunha a jogadora.
Durante o processo, Nayara precisou ficar cerca de dois meses tratando a lesão e afastada dos jogos. Para ela, o período foi de muita dificuldade e nem tanto por conta das dores, mas por não poder entrar em quadra. “Esse processo de ficar afastada das quadras é péssimo. Nenhum atleta quer passar por isso. A dor é algo que a gente se acostuma, o próprio corpo vai se adaptando e a gente vai vivendo. Agora, quando chega ao ponto de você ter uma dor, de você ficar fora das quadras, passar por uma cirurgia, isso é muito ruim. A gente não quer. Nosso corpo está adaptado a saltar, a quedas e tudo mais”, desabafa.
“Agora estou bem, graças a Deus. Mas foi um processo bem árduo. O trabalho físico nesse momento, o trabalho com os fisioterapeutas, são intensos, todo dia. Então, é um momento difícil, mas que passa, com calma passa. Precisa muita resiliência, paciência, e assim é um dia de cada vez, até porque cada pessoa responde de um jeito, cada joelho tem a sua reação, então é muito isso, precisa ter paciência”, compartilha.
Na última semana, Nayara mostrou força e resiliência outra vez. A ponteira havia perdido o pai um dia antes do confronto com o Sorocaba. Mesmo com a dor do luto, viajou para o interior paulista e ajudou o time a buscar a vitória. Não deu outra: a ponteira foi uma das peças principais em quadra. Com o apoio do grupo, fez uma excelente partida.
*Estagiária sob a supervisão de Marcos Paulo Lima
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Mel Karoline* estagiária Estudante de jornalismo na UDF, estagiária da editoria de esportes do Correio Braziliense, com passagem pelo DF Esportes.
