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Governo

Gaeco faz operação contra PCC por financiar manifestações em Brasília

4 de março de 2026
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4/3), a Operação Janus, que investiga um esquema ligado ao braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no estado de São Paulo contra pessoas suspeitas de atuar na movimentação de recursos da facção criminosa.

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As investigações apontam que integrantes do grupo teriam utilizado manifestações públicas realizadas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nos anos de 2022 e 2023, como fachada para lavagem de dinheiro e fortalecimento da estrutura financeira da organização criminosa.
Manifestações usadas como fachada
De acordo com o Ministério Público, os atos públicos eram apresentados como mobilizações em defesa de melhorias no sistema penitenciário, mas, na prática, teriam sido integralmente financiados com recursos do PCC.
Segundo os promotores, o dinheiro do crime foi utilizado para custear toda a infraestrutura das manifestações, incluindo transporte interestadual de participantes, montagem de tendas, locação de banheiros químicos, alimentação e material de divulgação.
Com isso, os eventos ganhavam aparência de mobilização social legítima, enquanto serviam para dissimular a circulação de recursos do crime, ampliar a influência da facção e recrutar apoio entre familiares de detentos.
Sistema de auxílio a presos
A investigação também identificou que os mesmos canais financeiros utilizados para custear os atos alimentavam o chamado “sistema de auxílios” da facção.
Por meio desse mecanismo, a organização criminosa realiza pagamentos periódicos a familiares de integrantes presos, estratégia usada para manter a coesão interna e garantir a lealdade dos membros.
A análise de dados bancários apontou movimentações suspeitas de valores elevados, com depósitos em dinheiro e transferências feitas próximas às datas das manifestações investigadas.
Promotores também encontraram indícios do uso de empresas de fachada e pessoas jurídicas com endereços fictícios, utilizadas para facilitar a lavagem de capitais.
A operação contou com apoio do Gaeco do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e com a parceria do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) da Polícia Civil do DF.

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