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Fortaleza, São Paulo e Brasília: veja destaques de demanda imobiliária em 2025

24 de fevereiro de 2026
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Fortaleza foi a cidade mais atrativa para projetos imobiliários no final do ano em imóveis de padrão econômico, enquanto São Paulo manteve a liderança nos empreendimentos de padrão médio e Brasília assumiu o 1º posto no alto-padrão. Os dados são do Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil) referente ao 4º trimestre de 2025, estudo feito em 80 cidades numa parceria do Sienge com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).Segundo o Sienge, ecossistema de tecnologia e negócios da indústria da construção e do mercado imobiliário, o movimento do último trimestre do ano passado confirma um ano menos concentrado e mais competitivo entre as regiões.Ao longo das quatro rodadas do IDI Brasil de 2025, os responsáveis pela pesquisa disseram que foi possível identificar uma mudança gradual no eixo de protagonismo. O ano começou com Curitiba liderando o segmento econômico, Goiânia à frente no médio e São Paulo no alto padrão.

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Leia também: Intenção de compra de imóveis bate recorde e chega a 50% dos domicílios, aponta CBICNo segundo trimestre, cidades como Sorocaba e Belém ganharam tração, mas, no terceiro período, Fortaleza assumiu a liderança. Outras capitais do Nordeste, como Recife, Salvador e São Luís também subiram posições no ranking. O encerramento do ano consolidou esse redesenho regional.Gabriela Torres, gerente de Inteligência Estratégica do Ecossistema Sienge, disse em nota que o comportamento do IDI ao longo de 2025 reforça que o mercado imobiliário brasileiro entrou em uma fase de maior dinamismo e menor previsibilidade. “Os rankings ficaram mais móveis ao longo do ano, o que mostra que a demanda está reagindo a fatores econômicos, oferta e perfil de lançamentos de forma mais sensível. Isso exige acompanhamento constante dos dados e decisões baseadas em evidências atualizadas. Em um cenário mais distribuído, quem lê os sinais com rapidez e profundidade sai na frente”, explica.
NordesteFortaleza começou 2025 entre os líderes do padrão econômico – que abrange famílias com renda de R$ 2 mil a R$ 12 mil e imóveis entre R$ 115 mil e R$ 575 mil — e assumiu a primeira posição no terceiro trimestre, mantendo a liderança até dezembro. Ao mesmo tempo, ampliou espaço no alto padrão, encerrando 2025 na segunda colocação. O estudo mostra que a capital cearense passou a figurar entre as cinco primeiras em todos os perfis de renda no fechamento do ano.São Luís, por sua vez, registrou uma das maiores evoluções acumuladas de 2025. No médio padrão, saltou da 47ª para a 24ª posição. No alto padrão, subiu 11 colocações. No econômico, avançou sete posições. O movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da atratividade de lançamentos e expansão da oferta.Recife e Salvador também permaneceram entre os mercados mais competitivos, ainda que com oscilações ao longo do ano. O resultado é um padrão econômico cada vez mais liderado por capitais nordestinas.
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Padrão econômico (R$ 2 mil a R$ 12 mil)1T 20252T 20253T 20254T 2025CuritibaCuritibaFortalezaFortalezaGoiâniaSão PauloSão PauloSão PauloFortalezaFortalezaCuritibaCuritibaSão PauloGoiâniaGoiâniaGoiâniaRecifeSorocabaRecifeRecifeGoiâniaA capital de Goiás esteve no Top 5 do padrão econômico durante todo o ano. No médio padrão – grupo com renda familiar de R$ 12 mil a R$ 24 mil e que tem imóveis entre R$ 575 mil e R$ 811 mil –, permaneceu entre as três primeiras colocadas em todos os trimestres. Já no alto padrão, sustentou a segunda posição em três rodadas e encerrou 2025 na quarta colocação após a ascensão de Brasília e Fortaleza.Poucas cidades combinaram esse desempenho simultâneo, explica Renato Correa, presidente da CBIC. Goiânia, segundo ele, manteve equilíbrio entre demanda direta, dinâmica econômica e absorção de novos lançamentos, indicando oportunidades estruturais.“Goiânia mostra que mercados fora do eixo tradicional podem crescer com estabilidade. A cidade manteve desempenho consistente em todos os padrões de renda, o que indica base econômica sólida e capacidade de absorção de novos projetos. Esse equilíbrio cria previsibilidade para o investidor e amplia as possibilidades de expansão planejada”.
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Médio padrão (R$ 12 mil a R$ 24 mil)1T 20252T 20253T 20254T 2025GoiâniaGoiâniaSão PauloSão PauloSão PauloSão PauloGoiâniaCuritibaRio de JaneiroCuritibaBrasíliaGoiâniaBrasíliaBrasíliaSalvadorBrasíliaCuritibaSorocabaCuritibaFortalezaInterior e polos regionais no Top 10O ano também foi marcado pela presença recorrente de cidades não capitais entre os principais mercados. Sorocaba (SP) se consolidou como a única não capital no Top 10 do padrão econômico e também figurou entre os destaques do médio e alto padrão – famílias com renda superior a R$ 24 mil e imóveis a partir de R$ 811 mil — ao longo do ano. O avanço foi sustentado por aumento da demanda direta e forte atratividade de lançamentos.Porto Belo (SC) também voltou a chamar atenção no alto padrão, sendo a única não capital a figurar entre os principais mercados em rodadas anteriores e mantendo relevância estratégica em 2025. Campinas (SP), por sua vez, subiu 16 posições no alto padrão e encerrou o ano no Top 15 do segmento.Fabio Garcez, Diretor Executivo do CV CRM, destaca que analisar mercados emergentes pode guiar boas decisões de investimentos. “Ao longo de 2025 vimos cidades tomarem protagonismo e isso se reflete na dinâmica econômica e aumento da procura por imóveis. Aconteceu em Sorocaba, por exemplo, que teve a viralização das redes sociais refletida no aumento da procura por imóveis.”
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Alto padrãoSão Paulo (SP) e Goiânia (GO) sustentaram a 1ª e a 2ª posição em três trimestres de 2025, ancoradas em elevada demanda e vazão de vendas. No entanto, o 4° trimestre de 2025 marca uma inflexão relevante, com o fortalecimento consistente de Brasília e Fortaleza, que avançam para a 1ª e a 2ª posição, respectivamente, reduzindo a concentração histórica no eixo Sul-Sudeste.Leia também: Cidade da Grande SP é mais cara do país para morar de aluguel; veja rankingMas as principais variações de ranking ao longo de 2025 concentraram-se fora do Top 5, com cidades ganhando tração a partir de melhorias em diferentes indicadores. Um destaque é São Luís (MA), que apresentou o maior ganho de posições entre as capitais no alto padrão, avançando da 37ª para a 26ª colocação, impulsionada principalmente pelo aumento no indicador de atratividade de novos lançamentos.
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Já Campinas (SP) encerrou o 4° trimestre no no Top 15 do alto padrão, acumulando ganho de 16 posições ao longo do ano. Esse desempenho está associado à melhora consistente nos indicadores de atratividade de lançamentos e demanda direta.Alto padrão (acima de R$ 24 mil)2T 20253T 20254T 2025São PauloSão PauloBrasíliaGoiâniaGoiâniaFortalezaBrasíliaRecifeSão PauloFortalezaFortalezaGoiâniaFlorianópolisBasíliaFlorianópolisCenário para 2026A alternância nas lideranças e o crescimento acumulado do IDI ao longo do ano apontam para um cenário mais competitivo, dizem os responsáveis pela pesquisa. No alto padrão, a liderança de Brasília no quarto trimestre marcou a primeira mudança no topo em 2025. No econômico, Fortaleza consolidou a posição. No médio, São Paulo, Curitiba e Goiânia mantiveram uma disputa equilibrada.Leia também: Mercado imobiliário fecha 2025 com recordes em lançamentos e vendas, apesar de jurosPara Gabriela Torres, o comportamento do índice ao longo de 2025 revela uma dinâmica ampla do mercado. “Quando observamos os quatro trimestres em conjunto, percebemos que a movimentação do IDI não ficou concentrado em um único eixo geográfico. Houve avanço acumulado em capitais do Nordeste, consolidação no Centro-Oeste e fortalecimento de polos regionais”, diz.José Carlos Martins, presidente do Conselho Consultivo da CBIC, lembra que o IDI mostra um retrato do mercado em tempo real. “É importante perceber que este número indica como está à procura dos consumidores. É essa demanda que vai aquecer as vendas e o indicador deve ser usado para tomar melhores decisões. Temos neste índice dados de transações reais, sem pesquisa autodeclarada.”

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