Este domingo (26) foi marcado por um movimento de inclusão, respeito e união no coração de Brasília. A quarta edição do Eixão Atípico, organizada pela Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF), por meio da Caixa de Assistência dos Advogados (CAADF) e da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo, reuniu famílias típicas e atípicas em uma programação repleta de atividades e acolhimento.
O presidente da OAB/DF, Paulo Maurício Siqueira, Poli, ao participar das atividades, destacou que o evento vai além da celebração, sendo um ato político em defesa dos direitos constitucionais. “Mostramos, pela OAB, que o Estado precisa respeitar e dar todo o suporte para que tenhamos as pessoas incluídas em tudo o que a Constituição nos garante”, afirmou Poli. Ele parabenizou a organização e lembrou a forte atuação das Subseções, o que permite que o atendimento da Ordem chegue a todo o Distrito Federal.
A presidente da CAADF, Lenda Tariana, celebrou o crescimento exponencial da iniciativa. “Este evento cresce a cada ano. Tivemos o apoio de mais de 150 empresas para uma programação que se torna cada vez mais relevante pelo acolhimento e pela interação que promove entre famílias. Temos de falar sobre neurodivergência e derrubar preconceitos; o Eixão Atípico faz com que as famílias se sintam abraçadas e, de fato, convivendo em sociedade”, pontuou.
Flávia Amaral, presidente da Comissão de Defesa das Pessoas com Autismo da OAB/DF, reforçou que o objetivo central foi promover o convívio social. “As pessoas autistas não querem estar reclusas; elas querem viver em sociedade. É possível o convívio entre pessoas típicas e atípicas em um mesmo ambiente, com leveza e amor”, explicou.
Mês Azul
Para Gerson Wilder de Sousa Melo, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB/DF, o evento é uma política pública essencial: “Tudo o que acontece aqui é importantíssimo. Contribui para que a sociedade nos respeite e nos inclua”, ressaltou. “Estamos em abril, o Mês da Conscientização sobre o Autismo (Mês Azul), e seguiremos trabalhando o ano todo por todas as pessoas com deficiência”, explicou.
Impacto nas Famílias
O sentido do evento se materializou na alegria de crianças e mães como Maria Helena da Conceição. Ela levou o filho Davi, de 6 anos, e afirmou que o dia valeu a pena ao ver a felicidade do menino. Mesmo em busca de um diagnóstico preciso para lidar com questões como a seletividade alimentar e a hiperatividade do filho, Maria Helena destacou que, no Eixão, o foco foi a diversão.
Kalina Lígia Rodrigues Paiva também levou seu filho, Artur Benício (6 anos), diagnosticado com autismo nível de suporte 2. Para ela, estar ali foi um passo terapêutico. “Trouxe o Artur porque ele precisa se acostumar com lugares de maior aglomeração para conviver bem em sociedade”, relatou enquanto desenhava com o pequeno.
Interação
O evento foi prestigiado por diversas lideranças da advocacia, entre elas o conselheiro federal e diretor-tesoureiro do CFOAB, Délio Lins e Silva Jr., que classificou a festa como “maravilhosa e para toda a família”.
Também marcaram presença presidentes de Subseções, como: Leonardo Lopes (Águas Claras) e Adeílson Moraes (Samambaia). Lideranças de comissões da OAB/DF e de Subseções, como: Giuliane Dias, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo de Águas Claras; Veranne Magalhães, presidente da Comissão de Cultura e Arte do CFOAB e da Comissão de Cultura e Economia Criativa da OAB/DF; e da conselheira seccional Carolina Pellegrino, presidente da Comissão de Seleção da OAB/DF.
Fotos: Vinícius Costa e Montserrat Bevilaqua
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Jornalismo OAB/DF
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